Resposta rápida: proxy e VPN trocam o IP que os sites veem, mas resolvem problemas diferentes. A VPN normalmente leva todo o tráfego do aparelho por um túnel criptografado até um único servidor: serve para proteger a conexão em redes públicas e acessar a rede da empresa. O proxy age só nos apps ou perfis de navegador que você configura, e cada perfil pode ter o próprio IP: serve para operar várias contas, coletar dados e ver sites como aparecem em outras cidades. Para trabalho com contas e dados, use proxy; para privacidade do aparelho, use VPN; muita gente usa os dois.

O que é VPN
VPN (rede privada virtual) cria um túnel criptografado entre o seu aparelho e um servidor da VPN. Depois de conectar, em geral todo o tráfego do aparelho passa por esse túnel: navegador, apps de mensagens, atualizações do sistema. Os sites veem o IP do servidor da VPN, e quem está na mesma rede que você, como num Wi-Fi público, vê só tráfego criptografado indo para o servidor.
É por isso que a VPN é a ferramenta certa para duas coisas: proteger a conexão em redes em que você não confia e acessar a rede interna de uma empresa de fora do escritório.
O que é proxy
O proxy é um servidor intermediário entre um app e os sites. Só o app ou o perfil de navegador que você configura passa por ele; o resto do aparelho continua usando a sua conexão normal. Cada perfil pode usar um proxy diferente, e cada proxy tem o próprio IP de saída, então no mesmo computador um perfil pode sair por um IP de São Paulo e outro por um IP dos Estados Unidos. O guia o que é proxy mostra o caminho de uma requisição passo a passo.

Proxy x VPN: as diferenças
| Proxy | VPN | |
|---|---|---|
| Alcance | Só os apps ou perfis configurados | Em geral, o aparelho inteiro |
| IPs | Um IP diferente por perfil, se você quiser | Uma saída por vez |
| IP fixo por semanas | Sim, com proxy ISP estático | Depende do serviço; em geral o IP é dividido com outros usuários |
| Muitos IPs rotativos | Sim, com proxy residencial ou móvel | Não é o objetivo |
| Criptografia | Depende do protocolo; sites HTTPS já são criptografados de ponta a ponta | Túnel criptografado do aparelho até o servidor |
| Tráfego UDP | Só com SOCKS5 que suporte UDP | Sim, junto com o resto |
| Configuração | Em cada app ou perfil | Um app no aparelho |
| Feito para | Contas, coleta de dados, ver outras regiões | Privacidade e acesso à rede da empresa |
Criptografia: o ponto em que mais se confunde
O proxy, sozinho, não criptografa o tráfego. Isso pesa menos do que parece: quase todos os sites usam HTTPS, que já é criptografado de ponta a ponta entre o navegador e o site, com ou sem proxy, e o proxy não consegue ler o conteúdo. Alguns proxies também criptografam o trecho entre você e eles; o gateway dos proxies residenciais da NanoIP, por exemplo, é HTTPS. A VPN criptografa todo o tráfego até o servidor dela, inclusive o que não é HTTPS, por isso é a escolha para Wi-Fi público.
IPs: onde o proxy ganha
A VPN dá uma saída por vez, e o IP do servidor costuma ser usado por muitos clientes ao mesmo tempo. Para trabalho com contas, isso é o oposto do que se quer: cada conta precisa do próprio IP, estável por semanas. Um proxy ISP estático dá exatamente isso: um IP dedicado, que só você usa, por 30, 180 ou 360 dias. Para coleta de dados, o proxy residencial dá o contrário: muitos IPs, um por requisição. Proxy dedicado ou compartilhado explica por que dividir um IP pesa.
Quando usar cada um

- Use VPN para navegar com segurança em Wi-Fi de café, aeroporto ou hotel, e para acessar sistemas internos da empresa.
- Use proxy ISP estático quando cada conta, loja ou perfil de navegador precisa do próprio IP, sempre o mesmo. É o caso da gestão de contas e de agências que cuidam de várias marcas.
- Use proxy residencial quando precisa de muitos IPs ou de várias cidades: coleta de dados, monitoramento de preços, checagem de anúncios e do Google local.
- Use os dois quando faz sentido: VPN no aparelho para privacidade no dia a dia e proxies nos perfis de trabalho.
Para IPs brasileiros, os proxies do Brasil têm IPs residenciais, móveis 4G/5G e ISP estáticos no país.
Usar proxy e VPN juntos
Dá para usar os dois ao mesmo tempo: com a VPN ligada, a conexão até o proxy passa pelo túnel da VPN, e o site continua vendo o IP do proxy. Isso acrescenta uma etapa no caminho, então a conexão fica um pouco mais lenta. Se algo parar de funcionar, desligue a VPN e teste o proxy sozinho para saber qual dos dois é a causa.
Perguntas frequentes
Proxy é mais seguro que VPN?
Não, são ferramentas diferentes. A VPN criptografa todo o tráfego do aparelho até o servidor; o proxy não criptografa por conta própria, mas sites HTTPS continuam protegidos. Para privacidade e redes públicas, a VPN é mais adequada; para controlar o IP de cada conta ou perfil, o proxy.
Proxy é mais rápido que VPN?
Muitas vezes, sim, porque passa só o tráfego configurado e não criptografa tudo de novo. Na prática, a distância até o servidor e a qualidade da rede pesam mais que o tipo de ferramenta.
Posso usar VPN para várias contas?
Não é o ideal. A VPN dá uma saída por vez para o aparelho inteiro, e o IP costuma ser dividido com outros usuários. Para várias contas, cada uma com o próprio IP fixo, use proxies ISP estáticos, um por perfil.
Proxy grátis serve no lugar de VPN?
Não recomendamos. Proxies grátis costumam ser lentos, instáveis e usados por muita gente ao mesmo tempo, e você não sabe quem opera o servidor por onde o seu tráfego passa.